sábado, 28 de maio de 2011

“… É como se eu sentisse um ciúme horroroso do meu livro predileto comprado em sebo, a dedicatória apaixonada que não é a minha, os resquícios do manuseio de outras mãos. Alguém corrompeu o trecho que eu mais gostava quando grifou à caneta algo que não pude apagar com borracha e que era tão secretamente meu. Desenhou corações onde só havia minha dor e eu discordei da interpretação alheia. E achei aquilo tudo de uma crueldade atroz. Mas permaneci com o livro no colo, cheia de um afeto confuso por ele: afeto pelo que era, angústia por já ter sido de outro alguém, e aquela sensação (imbecil) de falta de exclusividade. Eu que sempre achei que tudo é e está para o mundo.Perdoa o meu senso de autoimportância, já que não consigo perdoar o meu egoísmo.Eu sei que em alguns presentes, no embrulho, laços do passado são aproveitados. Eu só queria que eles não fossem tão vermelhos: desses que doem nos olhos e no coração.”

Fonte: hmseila

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quão melhor é viver aquilo que será,
sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu,
(...) sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança,
pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido
ávido o tempo: aproveita o dia de hoje, muito pouco acredita no que virá.

sábado, 14 de maio de 2011

O Fim.

  Desde a antiguidade, diversas culturas partilharam um fascínio pela idéia do Fim. Um dos motivos dessa obsessão está em uma sutil equação: o contraste entre a finitude da vida e a eternidade do tempo. "Para a nossa mente, é muito difícil conceber a idéia da infinitude de espaço ou de tempo." diz o historiador Fernando Ferrari. "Sabemos que nossa vida terá fim. Mas, quando pensamos no que virá depois dela, somos perturbados pela idéia do tempo infinito." Eis o pano de fundo para tantos mitos de criação e dissolução do Universo em diferentes religiões e culturas. Assim como há um fecho inevitável para a existência individual, os povos buscam um epílogo grandioso e de significado transcendente para o resto. É da natureza do cérebro humano buscar padrões, atribuir ordem ao caos... Das várias formas que se reconhecem nas nuvens em minutos mirando o céu aos heróis espelhados nas constelações.
  A moral de uma história geralmente está no fim, como se sabe. Por isso, a maioria dos apocalipses traz a promessa de recompensa às agruras humanas. "A idéia do Fim é ambígua: pode aterrorizar, provocando o anseio de constante protelação, ou fascinar, a ponto de ser desejada" diz o teólogo Leomar Antonio Brustolin. Ou seja, o Fim do Mundo nem sempre é um fim do mundo.

Fonte: Aventuras na História.

domingo, 1 de maio de 2011

EQUILÍBRIO É A PALAVRA

"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.
Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.
Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.
Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."
(Brahma Kumaris)